Procura-se: (de) novo eu
Método e dedicação de vestibulando/2000
Cintura e peso modelo 2001
Humor de 2002
Amigos de 2003
Paixão (a mesma) desde 2004
Jornalismo e viagens como em 2005
Nada de 2006
Cabelos de 1997
Método e dedicação de vestibulando/2000
Cintura e peso modelo 2001
Humor de 2002
Amigos de 2003
Paixão (a mesma) desde 2004
Jornalismo e viagens como em 2005
Nada de 2006
Cabelos de 1997
Marcadores: receitas e referências
Enquanto eu me ocupo escrevendo isso
Fernando abraça a cintura nua de Lídia
Estevão come um xis-bacon duplo e fritas com maionese
Paulo e Gabriela engravidam-se
Diego bebe água gelada depois de 6 km na esteira
Carla anfetamina na pista
Enquanto eu escrevo isso sozinho
Esse bando de desocupados me deixa até um pouco culpado.
Marcadores: no dia-adia
Meu primeiro melhor amigo ficou com minha namorada.
Meu segundo melhor amigo namorou minha ex.
Meu terceiro melhor amigo tentou minha pretendente – não deu em nada, mas a gente não consegue mais se falar como antes.
Encontrei minha quarta melhor amiga na cama com o melhor amigo dela (pior que eu até simpatizava com o cara).
Minha quinta melhor amiga resolveu que nós devíamos ser só amigos, e virou minha ex-melhor amiga.
Enquanto levava meu sexto melhor amigo para passear e satisfazer suas necessidades no parque, ele acabou se enroscando na melhor amiga de uma futura amiga minha.
Essa minha amiga – a sétima melhor – disse sim.
Meu oitavo melhor amigo aceitou ser o padrinho, mas ficou com uns olhares esquisitos durante a cerimônia.
Marcadores: amor e outros cansaços
SP: 10.999.999 habitantes / RJ: 6.000.0001 habitantes
Ruas paulistanas vazias sem você.
Pôr do sol sobrecarregado no arpoador quando estou aí.
Não adianta você voltar pra cá.
Eu por aí me atraso.
Falta o Rio dentro de você em São Paulo.
Minha paulistanice sobra na praia.
Precisamos achar outra cidade no meio do caminho, uma cidade para chamar de nossa: talvez Jacareí, ou Paraty.
Marcadores: amor e outros cansaços
Começar a nascer pêlo no peito, aos 42, já me pareceu estranho.
Mas o que me atrapalhava a vida era aquela dor nos dentes.
A dentista disse que tinha algo de errado com os meus caninos, e sugeriu lixar.
Cortês, abri a porta de volta à ante-sala e permiti que a doutora passasse primeiro.
Como um cavalheiro, não deixei a doutora perceber que eu a media de cima a baixo, concentrando a atenção nos seu embaixo: firmes 90, 60 definidos, 85 empinadinha.
Sexta-feira saí com o meu bando, bebi demais e precisei me aliviar num poste, aquela sensação libertadora.
Uivando sob a lua, decidi que segunda-feira ia dar um jeito no negócio com a dentista.
Mas estou com fome pra agora – e não dá pra adiar essa vontade de carne pra segunda.
Marcadores: amor e outros cansaços
Ao alcance dos meus olhos, embalei no colo o seu sono e te apresentei ao doce do mundo no leite do meu peito.
Temerosa, acompanhei seus primeiros passos oscilantes, sustentados pelas nossas mãos dadas.
Empurrei a bicicleta quando você tomou coragem pra se livrar das rodinhas – “só pra dar estabilidade”, menti: o coração que ia se equilibrando era o meu, eu que precisava do apoio para não cair.
Continuei seguindo seus passos já firmes com menos receio e cada vez mais orgulho.
Suas pernas abandonaram as bermudas e se firmaram em calças.
Meu olhar zeloso, sempre ao seu encalço, já pedia óculos.
Depois do pedágio, numa curva já não mais te vi: talvez tenha tomado algum desvio ou atalho que desconheço; talvez siga só mais à frente, e certamente poderei voltar a te ver num trecho reto mais à frente, se conseguir acelerar.
Só não posso pensar que você talvez não olhe mais pelo retrovisor enquanto aceno no vazio, de longe.
Marcadores: amor e outros cansaços, tragédias e brigadeiros
1. Toda semana eu começo oito frases.
2. Que eu esqueço antes da quinta.
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Marcadores: no dia-adia
Marcadores: no dia-adia