14 janeiro, 2008

Objeto da arte

Enojado de mim, fujo de casa para naufragar na noite. Sozinho: que posso fazer se as melhores idéias me vêm sem companhia?
Longe, esboço enredos para romances literários ou reais. Quando o dia vence, volto pra casa e consigo escrever só poucas frases – umas oito, no máximo, que guardo neste meu inconsciente coletivo.
Claramente, eu já fiz minha escolha entre a criação e a memória. Depois de feito, de que vale guardar algo que já foi um pedaço (só) meu?
Criar sem lembrar é ter para sempre um momento perdido. (Se gostaram, tomem nota dessa)

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